Jornalístico explica mitos e tabus no país que é líder em descargas elétricas no mundo

O Caminhos da Reportagem desta quinta (9) revela que o Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo. O programa entrevista pesquisadores e vítimas para esclarecer mitos e tabus sobre essas descargas elétricas. A matéria especial “Caçadores de Raios” vai ao ar às 20h30, naTV Brasil.

O fenômeno que vem das nuvens ainda é cheio de mistérios até mesmo para físicos e engenheiros. Esses cientistas percorrem o mundo em busca de tempestades. O Caminhos da Reportagem conversa com algumas essas pessoas obcecadas pelo espetáculo luminoso que encanta e pode matar. O trabalho desenvolvido pelos especialistas demanda câmera de alta velocidade para ver o que a olho nu é impossível.

Ele dura em média uma fração de segundo. “Dois segundos para um raio é uma eternidade”, segundo os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, o Inpe. Segundo os pesquisadores, cerca de 50 milhões de descargas elétricas por ano que afetam o território nacional. O Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo, seguido pela República do Congo (35 milhões /ano) e Estados Unidos (32 milhões/ano).

A atração jornalística ouve profissionais que indicam o que fazer quando uma tempestade surpreende em casa ou a céu aberto. O Caminhos da Reportagem também informa como as pessoas podem estar em segurança diante da possibilidade de queda de raios se eles só são percebidos depois que se conectam ao solo.

A equipe do programa investiga porque 20 por cento das mortes por raios no Brasil acontecem principalmente no meio rural e também dentro de casa. Os jornalistas conversam com familiares e amigos de vítimas que encaram o trauma até hoje.

Entrevistados: sobreviventes e cientistas

Uma família que perdeu quatro parentes numa tarde em Praia Grande, no litoral paulista, conta como as vítimas caíram na praia. Altair Ramos preparador físico até hoje não se lembra como acordou na UTI de um hospital atingido por uma descarga elétrica.

“Quando me perguntam se eu vi ouvi o barulho ou vi o raio, falo que eu não lembro de ter visto raio nem de ter escutado som algum”, conta uma sobrevivente.

O paratleta de canoagem Fernando Rufino também concede entrevista ao programa da TV Brasil. O raio que lançou o esportiva a um metro do solo não deixou sequelas. A lesão medular que ele tem é por outros acidentes.

Benny Lie aposentou-se e há dois anos persegue raios ascendentes que caem no Pico do Jaraguá (SP). Já os pesquisadores Marcelo Saba e Carina Schumann, que trabalham no Inpe, afirmam: “O raio mata, essa é uma verdade”. O também pesquisador Kleber Naccarato comenta a relação dos raios com a água. “Se raio e água não combinam, o avião que pode ser atingido por muitos raios, é ao mesmo tempo um lugar seguro”, pondera.

Serviço:

Caminhos da Reportagem – quinta-feira (9), às 20h30, na TV Brasil.

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