Maneco Quinderé é um dos mais prestigiados iluminadores teatrais cariocas, da geração que começou nos anos 80 entre produções comercias e trabalhos experimentais.

O primeiro contato que Maneco teve com o teatro foi como contrarregras. Mas, não muito tempo depois, teve seu primeiro contato com a luz, quando resolveu “dar uma mãozinha” à equipe de iluminação. “Fiquei tão encantado com esse negócio de luz, que dali em diante não voltei a ser contrarregras.” Com dois meses de trabalho, já era assistente de iluminação.

Hoje, Maneco Quinderé também trabalha com iluminação de ambientes, em parceria com arquitetos, e projeta luminárias dos mais diferentes tipos. Mas ressalta que a iluminação cênica é sua grande escola e a espinha dorsal de seu trabalho.

“(No começo), o teatro já não era uma brincadeira para mim. Teatro é coisa muito séria. Você tem que estudar muito, se aprofundar muito, ler muito, ver coisas”, argumenta. “A relação com o teatro sempre foi prioritária na minha vida.”

O iluminador revela um detalhe que teria sido um “pulo do gato” em sua carreira. “Os atores ficavam incomodados por ensaiar com uma luz geral, na sala de ensaio, e de uma hora para outra, alguém ligava um foco na sua cara (…) Existia um desconforto muito grande. Percebi que se começasse um pouco antes, eu tirava a insegurança dos atores e testava (a iluminação) até dar certo.”

Aderbal Freire-Filho e Quinderé relembram vários trabalhos em que cooperaram. Os dois observam elementos do cenário do programa que remontam a essas peças de teatro, entre as quais estão “O que diz Molero”, “Hamlet”, “As centenárias”, “Jacinta”, “Púcaro búlgaro” e “Depois do filme”.

Serviço:

Arte do Artista recebe o iluminador Maneco Quinderé.

Segunda-feria, 30 de janeiro, às 21h30, na TV Brasil.
Apresentação: Aderbal Freire-Filho.

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